I wrote your name in the sky, but the wind blew it away... I wrote your name in the sand, but the waves washed it away... I wrote your name in my heart, and forever it will stay.
Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Tesouros

Os meus tesourinhos

Visitem este novo blog!

http://bijouxtesouros.blogs.sapo.pt


sinto-me: à espera de visitas!!

publicado por katrina19793 às 13:42
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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007
Sentada...

Sentada sozinha a um canto

tento perceber a vida...

Sentada sozinha a um canto

sinto-me perdida...

Sentada sozinha a pensar

no correr da vida, nos sinais...

penso e despenso em tudo

cada vez e cada vez mais...

Sentada sozinha me perco

e me descubro então

perco-me na insegurança de tudo

quero descobrir como bate o (teu) coração...


sinto-me: como?

publicado por katrina19793 às 22:54
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007
"Eu sei e você sabe"

(foto pelo meu fotógrafo favorito!!)

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

Vinicius de Moraes


sinto-me:
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publicado por katrina19793 às 17:45
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
Aniversário...1 ano já???

   Não sei precisar exactamente quando, mas sei que este blog fez um ano. Sei que foi em Janeiro, mas só me apercebi disso hoje, porque reli todos os post que aqui tenho publicados. É verdade que não é já este o blog original... desse sobrou apenas o endereço electrónico e alguns posts, no entanto fiquei muito satisfeita com o que li. Assim vejo também o rumo que a minha vida tomou, as mudanças que ocorreram. Não posso dizer que tenho agora a vida perfeita... ainda vai levar algum tempo a poder afirma-lo, mas a verdade é que nem posso comparar com o passado. A minha decisão de não ter terminado o blog, assim que o motivo pelo qual ele começou se desvaneceu, foi das melhores coisas que fiz. Esta minha libertação, este escape na escrita ajuda-me, relaxa-me.

   Só tenho que agradecer a todos que me têm acompanhado nesta odisseia, em especial à Pequenita e a Diabinha. Obrigado Fil, fonte da minha inspiração de muitas prosas e poemas... agradeço a sua presença, mesmo que muitas vezes oculta, e a sua capacidade para despertar em mim a criatividade... adoro-te! Aos que me continuam a ler e a comentar fielmente, aos meus amigos virtuais que muitas vezes me confortam ou provocam um sorriso com os seus comentários. Finalmente aos que continuam a ler e não têm vontade ou coragem para comentar também agradeço.


sinto-me: à espera de prendas claro!!!
música: "Parabéns a você" atrasado heheeheh

publicado por katrina19793 às 00:50
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007
Memórias

   Na rádio toca uma balada antiga e entro na nostalgia da música... Lembro o primeiro dia, o dia em que nos conhecemos. Lembro que ao chegar perto de ti a curiosidade aumentava e como as minhas mãos tremiam! Lembro do teu olhar assim que despiste os óculos de sol e da tua voz suave e ternurenta. Não sabia bem o que iria encontrar e imagino que tu pensasses o mesmo. Foi bom o sorriso, a conversa, o toque... lembro que me pegaste as mãos... toque suave e quente. Sabes, às vezes penso como seria bom voltarmos a essa inocência inicial... como depois as coisas se deturpam e os problemas corroem as relações e as pessoas. Depois penso que tudo o que passamos também tem ou teve a sua razão de ser e a perda da inocência é um mal necessário... Depois lembro dos encontros seguintes até chegarmos ao pôr-do-sol. Atrevo-me a dizer que foi o mais belo da minha vida. Atrevo-me a dizer que foi o mais quente, o mais intenso...

   Quando estamos a conhecer alguém fica sempre no ar a dúvida sobre o que poderemos ou não dizer ou fazer. Pelas tuas palavras sentimo-nos adolescentes! E foi mesmo isso... senti-me uma adolescente...

   (e agora começou a tocar na rádio "eu quero ver o pôr-do-sol lindo como ele só" Nem de propósito!!!)

   O teu "atrevimento" surpreendeu-me sim, mas foi muito bem aceite. Senti-me muito bem sendo "conduzida" por ti e o teu abraço envolveu-me de tal forma que pareço mesmo encaixar toda em ti como dizias. O que aconteceu depois não sei se consigo descrever... acho que o melhos a dizer é: mel... senti todo o teu mel na minha boca e saber que nem tenho noção do tempo que ficamos a nos "degustarmos"... Já vimos outros pôr-do-sol desde aí, mas este foi o mais marcante sem dúvida!

    Agora neste momento sabes o que sinto? Desejo fechar os olhos e voltar a esse momento...  ainda consigo sentir a pressão dos teus lábios nos meus... a força do teu abraço no meu corpo, o teu desejo... Sinto que queria repetir todos os dias esta magia, que a vida deve-nos isso, porque nos deve a felicidade e porque este foi um momento feliz!


sinto-me: meladinha ...bzzzzzzzzzz
música: I didn´t know i was looking for love (favor ouvir!!)
tags:

publicado por katrina19793 às 15:33
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007
Violência

"A Violência contra as Mulheres é talvez a mais vergonhosa violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver, não poderemos afirmar que fizemos verdadeiros progressos em direcção à igualdade, ao desenvolvimento e à paz." Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas.

   Hoje ouvi uma "conversa  de consultório" onde várias mulheres falavam sobre a vida duma delas. Ela contava que havia sido casada durante 7 anos com um homem que todos os dias lhe batia. Em tom de brincadeira dizia a senhora que se um dia não apanhava já sentia a falta, já ficava triste.

   Infelizmente pelo nosso país existem milhares de mulheres que sofrem maus tratos físicos e psicológicos. Não pensemos que são só as pessoas de classe mais baixa, as pessoas menos informadas ou analfabetas. Não está escrito na testa. Não estava escrito na minha, nem do meu agressor... A maioria de vós não me conhece pessoalmente, alguns até conhecem e nem sabem e outros conhecem e não sabem a minha história. 

   A quem não me conhece eu faço uma pequena apresentação. Sou licenciada, trabalho numa instituição pública e pertenço a um grupo profissional que trabalha inclusivamente com mulheres vítimas de violência doméstica e outras. Sou da classe média, com bons recursos e venho de uma família nuclear onde imperava acima de tudo o amor e a compreensão e uma família alargada pautada pela amizade entre os seus membros e o apoio em muitas situações. Quem me conhece sabe que tenho uma personalidade demarcada e sou segura  no que faço.

   A primeira vez que me senti vítima de violência achei que era só impressão, uma situação pontual... foi um empurrão no meio de uma discussão. Erro meu. Devia saber melhor que começa assim. Ao ter permitido esse passo permiti tudo o resto. Depois começaram as agressões psicológicas. Muitas vezes fui humilhada em frente dos meus amigos, familiares e desconhecidos. Desde nomes pouco aconselháveis a histórias caseiras onde era enfatizada a minha reacção para provocar riso entre as pessoas que escutavam. No início fiquei "parada"... depois comecei a me sentir incomodada e abordei o assunto. A resposta foi sempre a negação do que acontecia, o diminuir a importância, a minha culpabilização.

   A capacidade das pessoas que infligem maus tratos em culpabilizar a vítima é descrita nos livros de psicologia, mas vivê-lo e senti-lo é muito diferente e complicado. Comecei a perder a minha alegria, a me sentir cada vez mais triste. Fui quase completamente isolada da minha família sob pena de sofrer consequências, foram-me negadas visitas á minha família nuclear e recusado o direito dos meus familiares frequentarem a minha casa. No meio de toda esta violência psicológica e moral, surgiam agressões físicas pontuais especialmente quando eu abordava assuntos delicados e outros problemas que se passavam no relacionamento. Tudo isto eu ocultei, tudo isto eu escondi... por vergonha assumo. Ingenuamente pensava que a reacção dos meus familiares e amigos seria a minha culpabilização também. Não vos consigo explicar, mas a sensação é a de estarmos a cair num poço sem fundo e sem possibilidade de escape.

   Felizmente para mim reuni forças e contei o que se passava, aos poucos, a uma amiga. Claro que a reacção dela não foi a melhor, não em relação a mim mas em relação a quem de mim abusava. A pergunta "Mas porque é que não disseste nada mais cedo?" pairava, assim como "E porque é que não o denunciaste ainda?"... mais fácil falarmos do que fazermos. Hoje em dia sei que não hesito se algo semelhante acontecer, mas foi preciso muita reconstrução interior para que novamente possa pensar assim.

    Não demorei 7 anos como a senhora que hoje conheci... libertei.-me na hora certa julgo eu... suportei enquanto não saia do meu marasmo psicológico, mas o meu despertar foi decisivo. Tive o apoio da minha família que tomou conhecimento do que se passava e claro como devem estar a pensar ficaram boquiabertos... dificilmente alguém desconfiara... apenas estranhavam a forma como eu era abordada verbalmente, mas longe de classificarem tal comportamento como violência conjugal e muito menos suspeitarem de outros maus tratos. Infelizmente muitas pessoas não consideram a coacção psicológica e as agressões verbais como violência doméstica.

   Ainda hoje são muito poucos os que sabem toda a minha história... acho que só eu e quem estava comigo (que nega qualquer comportamento violento para comigo!!!)... Enfrentei comportamentos julgadores da parte de pessoas que sem saberem o que se passara, e imaginando um mar de rosas (porque aos olhos menos atentos assim parecia...), condenaram a minha atitude de separação "brusca"... alguns afastaram-se de mim, outros olhavam-me com piedade ou desprezo... tudo isso eu passei. 

    Espero que se alguém está a passar pelo mesmo que eu passei ou pelo menos por uma situação parecida, lhe sirva este meu testemunho. Nunca me expus tanto neste blog e acreditem que custou hoje faze-lo. Ainda não consigo falar nisto sem evitar as lágrimas, sem pensar no tempo perdido e perguntar a mim mesma como é que eu fui capaz de deixar que alguém me fizesse tanto mal.

   Não escrevi este post para que tivessem pena de mim... isso foi uma coisa que sempre quis evitar. Escrevi sim porque se eu puder ajudar uma mulher com o meu testemunho já me considero satisfeita.

 

Definição de Violência Contra as Mulheres - Conselho da Europa:

"Qualquer acto, omissão ou conduta que serve para infligir sofrimentos físicos, sexuais ou mentais, directa ou indirectamente, por meio de enganos, ameaças, coacção ou qualquer outro meio, a qualquer mulher, e tendo por objectivo e como efeito intimidá-la, puni-la ou humilhá-la, ou mantê-la nos papéis estereotipados ligados ao seu sexo, ou recusar-lhe a dignidade humana, a autonomia sexual, a integridade física, mental e moral, ou abalar a sua segurança pessoal, o seu amor próprio ou a sua personalidade, ou diminuir as suas capacidades físicas ou intelectuais."

fonte : http://www.fjuventude.pt/programas/sites/violencia/ 

   No site acima existem conselhos sobre como agir em caso de violência e número de telefone da linha de apoio à vítima. Não hesitem e contactem a linha... às vezes só alguém nos ouvir já ajuda! Por outro lado se conhecem alguém que esteja a ser vítima deste tipo de violência tentem ajudar e se necessário denunciar, pois já é considerado crime público e provavelmente libertarão alguém duma tortura permanente.


sinto-me: exposta...

publicado por katrina19793 às 18:25
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007
Desculpa

   O ideal seria termos todos um botão "delete" e apagarmos tudo aquilo que passamos nas relações anteriores antes de seguirmos em frente. Que as nossas mágoas e medos acalmassem, que a nossa auto estima estivesse no seu pico mais alto, que a nossa capacidade de decisão estivesse intacta e racional.

   Seria também ideal que nunca pudessemos magoar a quem amamos, que as nossas palavras se tornassem mudas desde que fossem ferir o seu coração.

   O mais ideal de tudo seria ainda tudo ser como quisessemos, tudo obedecer à nossa vontade...

   Infelizmente não é nada disso que acontece... guardamos para sempre no fundo da nossa alma as nossas mágoas, os nossos ressentimentos, os nossos medos... para sempre ficam as lembranças do mal que nos fizeram, dos sentimentos piores que sentimos... Ficamos tolhidos na emoção mais facilmente, não racionalizamos da forma mais correcta... dramatizamos mais tudo. 

   Passamos a magoar involuntariamente, por culpa dos nossos medos, das nossas defesas que se elevam feito ameias dum castelo em nosso redor... corremos o risco de nos tornar frios, de atingir com as palavras...

    Resmungamos quando as coisas não acontecem como queremos, revoltamo-nos como crianças, remoemos até à exaustão o pensamento...

   Resta-me esperar... ter paciência... esperar que todos as minhas feridas sarem da melhor forma para que não mais elas possam magoar ninguém e nunca tirar o sorriso a alguém, sobretudo quando esse sorriso tornou-se também parte do meu viver...


sinto-me: mal...
música: Vivir sin aire (vídeo ao lado...favor escutar!!)

publicado por katrina19793 às 23:35
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