I wrote your name in the sky, but the wind blew it away... I wrote your name in the sand, but the waves washed it away... I wrote your name in my heart, and forever it will stay.
Sábado, 6 de Janeiro de 2007
Ao rubro

(Foto tirada da internet)

Horas Rubras

Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Ouço as olaias rindo desgrenhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes.
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p’las estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve branca misteriosa...
E sou talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras !

Florbela Espanca


sinto-me: "beijos languescentes" kerooo

publicado por katrina19793 às 14:47
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4 comentários:
De acassiacleta a 7 de Janeiro de 2007 às 10:45
Florbela Espanca escreveu de uma maneira inigualável por isso merece ser sempre recordada. Este poema foi uma excelente escolha.
Espero que o teu Natal tenha sido tão bom quanto o meu e aproveito para te desejar um Feliz Ano Novo. Que este seja melhor que o anterior e que a paz, felicidade, amor e saúde estejam sempre presentes! Beijinho e bom resto de fim de semana ;)


De Pequenita - Quando o Teu Corpo e o Meu.. a 8 de Janeiro de 2007 às 18:40
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também!


Kiseessssss byy Pequenita


De Secreta a 9 de Janeiro de 2007 às 08:53
Poema lindissimo da Florbela Espanca , poetisa que admiro muito.
Beijito.


De Martuxa a 9 de Janeiro de 2007 às 21:50
A minha poetisa =D
Beijinho


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